Moinho da Figueira
O moinho era conhecido como o Moinho da Figueira porque, nos seus tempos de “menino e moço” fazia farinha para casa do mesmo nome e outros familiares e amigos. Mas, o tempo não perdoa: os silvedos cresceram em seu redor, o telhado ruiu, os seus órgãos vitais (a cale, o rodízio, o eixo, o chamadouro, a segurelha, a moega, o tremonhado…) apodreceram e até a mó ou andadeira foi posta a resguardo na casa de um bom vizinho.
Ficaram, escondidas na vegetação envolvente, quatro paredes meias caídas a pedir socorro. Mais abaixo, duas dezenas de moinhos que bebiam da mesma água faziam coro e igualmente gritavam (e gritam, ainda!) socorro!...
Foi escutando este grito que o seu último proprietário – o senhor JOAQUIM VIEIRA DE MACEDO – decidiu, livremente, doar à Associação Social e Cultural de Sobreposta a responsabilidade de acordar da sua longa letargia este MOINHO e pô-lo novamente a falar para as gentes e sobretudo para os mais jovens e a contar a todos as voltas que o pão dá até chegar à mesa da gente. Isto aconteceu, por escritura pública, em 12 de julho de 2010.
Passados quatro anos, em julho de 2014, aconteceu o milagre: o silvedo desapareceu, as paredes foram reconstruídas, o telhado foi refeito e os órgão vitais do moinho foram-lhe restituídos. A mó gira sobre o respetivo pé “vomitando” para o tremonhado a farinha branca de que se fará “o pão nosso de cada dia…”
Neste “milagre” estão envolvidos o apoio do PRODER, a determinação dos associados e a generosidade de outros agentes e benfeitores.
O barulho da água a bater no rodízio, a cadência do chamadouro sobre a andadeira e o leve zumbido desta sobre o pé do moinho, triturando o grão, faz-nos sonhar com moleiros enfarinhados percorrendo os caminhos da aldeia, conduzindo burros ou garranos carregados de sacos de farinha acabada de moer.
Ficaram, escondidas na vegetação envolvente, quatro paredes meias caídas a pedir socorro. Mais abaixo, duas dezenas de moinhos que bebiam da mesma água faziam coro e igualmente gritavam (e gritam, ainda!) socorro!...
Foi escutando este grito que o seu último proprietário – o senhor JOAQUIM VIEIRA DE MACEDO – decidiu, livremente, doar à Associação Social e Cultural de Sobreposta a responsabilidade de acordar da sua longa letargia este MOINHO e pô-lo novamente a falar para as gentes e sobretudo para os mais jovens e a contar a todos as voltas que o pão dá até chegar à mesa da gente. Isto aconteceu, por escritura pública, em 12 de julho de 2010.
Passados quatro anos, em julho de 2014, aconteceu o milagre: o silvedo desapareceu, as paredes foram reconstruídas, o telhado foi refeito e os órgão vitais do moinho foram-lhe restituídos. A mó gira sobre o respetivo pé “vomitando” para o tremonhado a farinha branca de que se fará “o pão nosso de cada dia…”
Neste “milagre” estão envolvidos o apoio do PRODER, a determinação dos associados e a generosidade de outros agentes e benfeitores.
O barulho da água a bater no rodízio, a cadência do chamadouro sobre a andadeira e o leve zumbido desta sobre o pé do moinho, triturando o grão, faz-nos sonhar com moleiros enfarinhados percorrendo os caminhos da aldeia, conduzindo burros ou garranos carregados de sacos de farinha acabada de moer.




